Incêndio em Trancoso reacende alerta sobre o uso de fibras naturais e a importância da ignifugação em hotéis

O incêndio que atingiu recentemente uma estrutura hoteleira em Trancoso, no sul da Bahia, reacendeu um alerta importante para o setor de hotelaria, arquitetura sustentável e turismo de alto padrão: o uso crescente de fibras naturais, bambu e materiais orgânicos exige medidas técnicas rigorosas de prevenção contra incêndios.

Regiões como Trancoso, conhecidas por projetos arquitetônicos integrados à natureza, utilizam amplamente madeira, bambu, palha, tecidos naturais e elementos cenográficos combustíveis. Sem o tratamento adequado, esses materiais podem contribuir para a rápida propagação do fogo, ampliando danos e riscos à vida.

Arquitetura sustentável e risco de incêndio: um desafio real

Hotéis boutique, pousadas e casas de alto padrão vêm adotando fibras naturais e bambu por razões estéticas, ambientais e culturais. No entanto, do ponto de vista da segurança contra incêndio, esses materiais apresentam alto potencial de combustão quando não tratados.

A prevenção não está em deixar de usar esses elementos, mas sim em aplicar soluções técnicas de ignifugação, que transformam materiais combustíveis em materiais antichamas, reduzindo drasticamente a propagação das chamas.

Ignifugação: proteção passiva essencial em estruturas com fibras naturais

A ignifugação é um tratamento antichamas que atua diretamente no material, modificando seu comportamento quando exposto ao fogo. Trata-se de uma medida de proteção passiva contra incêndio, fundamental em edificações com grande presença de materiais orgânicos.

Quando corretamente aplicada, a ignifugação:

  • Retarda a ignição
  • Reduz a propagação das chamas
  • Diminui a liberação de calor
  • Aumenta o tempo de evacuação segura

Esses fatores são decisivos em situações reais de incêndio.

UNI 6180: solução antichamas específica para fibras naturais e bambu

O UNI 6180 é uma solução antichamas desenvolvida especificamente para fibras naturais, bambu, palha, tecidos orgânicos e materiais similares, amplamente utilizados em projetos arquitetônicos sustentáveis e hotelaria de alto padrão.

Sua formulação permite:

  • Tratamento eficiente sem comprometer estética ou textura
  • Aplicação em fibras naturais e madeira leve
  • Redução comprovada da propagação do fogo
  • Atendimento às exigências técnicas de segurança contra incêndio

O uso de produtos genéricos ou inadequados para esse tipo de material pode resultar em ineficiência do tratamento, colocando pessoas e patrimônios em risco.

Laudo de ignifugação, AVCB e responsabilidade legal

Em hotéis, pousadas e empreendimentos turísticos, a aplicação de produtos antichamas deve ser acompanhada da emissão do laudo de ignifugação, documento técnico que comprova a eficácia do tratamento.

Esse laudo é frequentemente exigido para:

  • Emissão ou renovação do AVCB
  • Fiscalizações do Corpo de Bombeiros
  • Auditorias de seguradoras
  • Adequação a normas de segurança e critérios como CMAR

Sem o laudo, o material tratado pode ser considerado irregular, mesmo que tenha recebido algum produto antichamas.

Lei nº 14.944/2024 e a prevenção de incêndios

A Lei nº 14.944/2024 reforça a responsabilidade de gestores, proprietários e operadores de empreendimentos quanto à adoção de medidas preventivas contra incêndios, especialmente em áreas sensíveis e de grande circulação de pessoas.

A utilização de soluções antichamas certificadas e a comprovação técnica por meio de laudos passam a ser elementos centrais na gestão de riscos e conformidade legal.

Prevenção é decisão técnica, não apenas estética

O incêndio em Trancoso evidencia que projetos sustentáveis e sofisticados precisam caminhar lado a lado com engenharia de segurança contra incêndio. A ignifugação de fibras naturais, bambu e madeira não é um detalhe, mas uma decisão técnica estratégica.

Soluções como o UNI 6180 permitem preservar a identidade arquitetônica dos projetos, ao mesmo tempo em que atendem às exigências legais e reduzem riscos reais.

Prevenir incêndios é proteger vidas, patrimônios e a reputação de empreendimentos que dependem diretamente da confiança de seus hóspedes.