Incêndio no Viva Dominicus Beach by Wyndham reforça a importância da proteção passiva em resorts e hotéis
O incêndio ocorrido no Viva Dominicus Beach by Wyndham, em Bayahibe, na República Dominicana, chamou a atenção do setor de turismo e segurança contra incêndio. O fogo atingiu grande parte do resort, provocou a morte de uma hóspede, deixou outras pessoas feridas e levou à evacuação de aproximadamente 1.700 hóspedes e colaboradores. As autoridades informaram que as causas do incêndio ainda estão sendo investigadas.
Além do impacto humano, o caso reforça um tema que merece atenção em empreendimentos turísticos: como os materiais utilizados na construção e na decoração influenciam diretamente a propagação de um incêndio.
O que contribuiu para a rápida propagação das chamas?
Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais, as primeiras análises indicam que o fogo se espalhou rapidamente devido à combinação de fortes ventos e da presença de estruturas de cobertura feitas com palha (sapê), um material amplamente utilizado em resorts tropicais por seu valor estético. As investigações sobre a origem do incêndio continuam em andamento.
Independentemente da causa inicial, um aspecto técnico chama a atenção: o comportamento dos materiais diante do fogo.
Quando materiais combustíveis são utilizados sem tratamento adequado, a velocidade de propagação das chamas pode aumentar significativamente.
A beleza das fibras naturais também exige proteção
Resorts, hotéis, pousadas e empreendimentos turísticos frequentemente utilizam:
- coberturas de sapê e palha;
- bambu;
- fibras naturais;
- madeira;
- tecidos decorativos;
- mobiliário em materiais naturais.
Esses elementos ajudam a criar ambientes acolhedores e integrados à natureza, mas também exigem uma avaliação criteriosa quanto à segurança contra incêndio.
É justamente nesse cenário que entram as soluções antichamas e os processos de ignifugação.
A importância da proteção passiva contra incêndio
A proteção passiva contra incêndio atua antes mesmo que sistemas de combate sejam acionados.
Enquanto extintores, hidrantes, alarmes e sprinklers fazem parte da proteção ativa, os tratamentos antichamas reduzem a velocidade de propagação das chamas sobre materiais combustíveis, contribuindo para:
- aumentar o tempo de evacuação;
- reduzir a propagação do fogo;
- facilitar o trabalho das equipes de emergência;
- diminuir danos ao patrimônio.
Nenhuma solução elimina completamente o risco de incêndio, mas uma estratégia adequada de proteção passiva pode reduzir significativamente seus impactos.
Ignifugação para fibras naturais e madeira
Hoje existem tecnologias específicas para ignifugação de diversos materiais utilizados na hotelaria e no turismo, incluindo:
- fibras naturais;
- bambu;
- madeira;
- tecidos decorativos;
- elementos cenográficos;
- coberturas vegetais, quando tecnicamente compatíveis.
A escolha do produto deve considerar o tipo de material, o ambiente de aplicação e as exigências técnicas do projeto.
CMAR, AVCB e documentação técnica
No Brasil, diversos empreendimentos precisam atender critérios relacionados ao CMAR (Controle de Materiais de Acabamento e Revestimento), que avalia o comportamento dos materiais diante do fogo.
Além disso, dependendo da ocupação da edificação, a obtenção ou renovação do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) pode envolver a comprovação de tratamentos realizados por meio de laudo de ignifugação.
Esses documentos demonstram que os materiais receberam tratamento adequado e fazem parte de uma estratégia mais ampla de prevenção.
O que o setor pode aprender com esse incêndio?
Embora as investigações ainda estejam em andamento, o incêndio no Viva Dominicus Beach by Wyndham reforça uma reflexão importante para hotéis, resorts, pousadas e empreendimentos turísticos.
Ambientes que utilizam materiais naturais precisam conciliar estética, conforto e segurança.
Investir em proteção passiva, utilizar soluções antichamas, realizar processos de ignifugação e manter documentação técnica atualizada são medidas que contribuem para reduzir riscos e proteger vidas e patrimônios.
Prevenir continua sendo a melhor estratégia
Grandes incêndios mostram que a prevenção não depende apenas de equipamentos de combate.
Ela começa na escolha dos materiais, na avaliação dos riscos e na adoção de soluções que retardem a propagação das chamas.
A combinação entre proteção ativa e proteção passiva representa uma abordagem mais completa para a segurança contra incêndio, especialmente em locais que recebem grande circulação de pessoas.
