Incêndios em Amazonas, Bahia e Goiás: o que a onda de fogo ensina sobre prevenção

Setembro de 2026 acendeu o alerta em três estados. Com seca, calor e influência do El Niño, Amazonas, Bahia e Goiás enfrentam incêndios que mobilizam bombeiros, brigadistas e voluntários.

Amazonas: fumaça e recorde de focos

  • O estado registrou 3.240 focos entre 1º e 22 de setembro, contra 942 no mesmo período de 2025.
  • Manaus entrou em estado de atenção em 23 de setembro, com a qualidade do ar piorando por causa da fumaça. Grande parte dela vem de queimadas no interior do estado, na Região Metropolitana e em estados vizinhos.
  • O nível do rio Negro no Porto de Manaus estava 3,41 metros abaixo do registrado na mesma data de 2025.

Bahia: Chapada Diamantina e Norte do estado

  • O Corpo de Bombeiros da Bahia já combateu 752 incêndios em 102 municípios. A corporação mantém 178 militares e 43 viaturas em cinco bases regionais.
  • Um incêndio atingiu o Parque Nacional da Chapada Diamantina, em Lençóis, e mobilizou bombeiros, brigadistas do ICMBio e voluntários.
  • Na divisa entre Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes, o fogo começou em 6 de setembro e chegou a uma estimativa de 150 km² atingidos.

Goiás: período crítico no nordeste goiano

  • Bombeiros e equipes da Semad atuaram em incêndios perto da APA Pouso Alto e na GO-239, entre Alto Paraíso de Goiás e São Jorge.
  • O Estado descreveu o período como extremamente crítico, com baixa umidade, calor, vegetação seca e ventos fortes.
  • O governo também alerta que o uso irregular do fogo pode gerar responsabilização ambiental.

O que isso tem a ver com proteção passiva

Incêndio florestal não é o mesmo que incêndio em edificação, mas o risco se conecta. Brasas e fagulhas transportadas pelo vento atingem telhados, forros, decks, cercas e galpões, especialmente em zonas rurais e turísticas, como pousadas, fazendas e estruturas de apoio a parques.

Materiais combustíveis tratados com retardante de chamas ignizam com mais dificuldade e propagam o fogo mais devagar. Isso ganha tempo para evacuação e combate. O tratamento não torna a estrutura à prova de fogo, e a eficácia depende do produto, do substrato e da aplicação correta.

Como reduzir o risco na sua edificação

  • Ignifugação de madeira, tecidos e revestimentos combustíveis, com produto de desempenho comprovado e laudo.
  • Manutenção do entorno: aceiros, vegetação seca afastada e acúmulo de material combustível sob controle.
  • Sistemas e rotas de fuga revisados: extintores, sinalização, iluminação de emergência e brigada.
  • Regularização junto ao Corpo de Bombeiros: AVCB/CLCB dentro do prazo e de acordo com as normas técnicas do seu estado.
  • Plano de emergência treinado, não apenas escrito.